Controle de aluguéis em Nova York: apartamentos vazios e queda de preços

Um artigo publicado pelo jornal The New York Times, em 17 de fevereiro de 2026, analisa os efeitos do controle de aluguéis em Nova York. O texto aborda o possível aumento de apartamentos vazios e a desmotivação de investimentos em manutenção de imóveis.
O artigo cita dois apartamentos desocupados em Manhattan: um com quatro ou cinco quartos e outro com um quarto. O primeiro poderia ser alugado por cerca de US$ 3.700 no mercado aberto e o segundo, por US$ 2.500. Ambos permanecem vazios.
As unidades necessitam de reformas completas. O imóvel maior teria custos que ultrapassariam US$ 150 mil. O menor também precisa de renovação estrutural. A legislação estadual aprovada em 2019 limitou o valor que proprietários podem recuperar com reformas, permitindo repasse máximo de US$ 50 mil ao longo do tempo.
Os aluguéis regulados dessas unidades giram em torno de US$ 900 a US$ 1.000 mensais. O investimento se torna economicamente inviável.
Mais de 26 mil unidades vazias
De acordo com dados citados pelo jornal, mais de 26 mil unidades com aluguel regulado estavam vazias em 2023.
Quase metade do estoque de aluguel da cidade, cerca de 1 milhão de apartamentos, está sob algum tipo de regulação. O modelo atual, que remonta às décadas de 1960 e 1970, estabelece que um conselho nomeado pelo prefeito define reajustes anuais.
Entre 2023 e 2024, o preço médio de prédios com unidades reguladas caiu quase 29% por apartamento.
O artigo critica a proposta do prefeito Zohran Mamdani de congelar os aluguéis por quatro anos. A medida poderia ampliar distorções já existentes e aprofundar a deterioração de edifícios.
Proprietários podem optar por adiar reformas ou vender imóveis com desconto, diante do aumento de custos como impostos, seguro, aquecimento e manutenção. A cidade poderia acabar assumindo prédios em situação de inadimplência, como ocorreu nos anos 1970.
Os aluguéis regulados já são, em média, mais baixos – cerca de US$ 1.500, contra US$ 2.000 nas unidades de mercado.
O texto sugere reduzir custos para proprietários, rever restrições estaduais de 2019 e permitir maior recuperação de investimentos em reformas.
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