Crise econômica em Cuba: Queda livre e impactos na população
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Cuba atravessa seu pior momento econômico em 67 anos, com relatos de um amplo colapso da rede de proteção social e dificuldades generalizadas. A afirmação é do economista de Havana, Omar Everleny Pérez.
Impactos da Crise na População
A costureira Odalis Reyes, moradora de Havana Velha, relata apagões de até 15 horas diárias, afetando o acesso a alimentos e outros produtos básicos. A escassez de gasolina dificulta o acesso a serviços, com filas de espera de meses. A falta de gasolina também impacta a coleta de lixo, aumentando os riscos de doenças transmitidas por mosquitos.
Declínio Econômico e Setores Afetados
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que o PIB teve queda de mais de 4% no fim do terceiro trimestre do ano anterior, com alta da inflação e dificuldades no abastecimento de alimentos. A produção de energia caiu 25% em relação a 2019, e o turismo também foi afetado, com o número de visitantes lutando para atingir 2 milhões anualmente, abaixo dos 4 milhões antes da pandemia.
Visão de Especialistas e Medidas do Governo
O governo cubano atribui a crise ao embargo comercial dos EUA e às sanções econômicas. O presidente Díaz-Canel reafirmou as metas do governo de priorizar a produção de alimentos e tornar as empresas estatais mais eficientes. Especialistas apontam que, além das políticas dos EUA, planejamento ruim e má gestão também contribuem para a crise. A legalização de empresas privadas, as MiPyMEs, tem sido um alívio, mas os preços são altos para quem recebe em moeda local.
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