Descarbonização impulsiona competitividade em SC
Descarbonização se torna estratégia crucial para competitividade empresarial em Santa Catarina, com foco em eficiência e inovação.

Durante muitos anos, a sustentabilidade foi tratada dentro das empresas principalmente como uma questão ambiental. Esse cenário está mudando. Em Santa Catarina, a redução das emissões de carbono começa a ocupar um novo espaço nas decisões empresariais: o da competitividade.
Santa Catarina começa a medir sua indústria
Em agosto de 2026, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) anunciou o desenvolvimento de uma plataforma de inteligência climática destinada a estimar e acompanhar as emissões de gases de efeito estufa da indústria catarinense. A ferramenta pretende identificar emissões por setores e cadeias produtivas, criando indicadores que poderão ajudar empresas e entidades a compreender onde estão os principais desafios e oportunidades de redução.
A sustentabilidade entra na planilha
Essa talvez seja uma das grandes mudanças que os empresários precisarão acompanhar nos próximos anos. Uma ação ambiental que reduz consumo de energia também pode diminuir custos. Um processo que gera menos desperdício pode consumir menos matéria-prima. Por isso, a discussão sobre carbono começa a sair exclusivamente dos departamentos ambientais e entrar também nas áreas financeira, industrial, comercial e estratégica das empresas.
O mercado pergunta de onde o produto veio
Existe ainda outro fator. Uma empresa não precisa necessariamente exportar para sentir os efeitos das exigências ambientais internacionais. Imagine uma indústria catarinense que forneça uma peça, embalagem, componente ou matéria-prima para outra empresa. Essa empresa pode fornecer para outra. E a última empresa da cadeia pode exportar.
Desafio adicional: competir globalmente
Santa Catarina possui uma economia fortemente industrial e internacionalizada. Madeira, móveis, máquinas, equipamentos, alimentos, produtos metálicos, têxteis e diferentes segmentos da manufatura catarinense competem direta ou indiretamente no mercado internacional. No primeiro semestre de 2026, a indústria de transformação catarinense registrou recuo de 1,7% na produção em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto o resultado nacional ficou positivo em 0,4%.
Clima também virou risco empresarial
Existe outra transformação acontecendo simultaneamente. Não é apenas necessário discutir quanto uma empresa emite. Também será necessário entender como as mudanças climáticas podem afetar a própria operação. Enchentes podem interromper estradas. Eventos extremos podem afetar fornecedores. Calor excessivo pode alterar consumo de energia.
Quem começar antes pode transformar obrigação em oportunidade
Existe uma diferença importante entre reagir a uma exigência e se preparar para ela. Empresas que começarem agora a conhecer melhor consumo de energia, desperdícios, logística, resíduos e emissões poderão chegar aos próximos anos com muito mais informação para decidir.
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Empreendedor à frente da Bella Top Embalagens e Embaixador do EmpreendaNews. Compartilho experiências e conteúdos sobre empreendedorismo, embalagens, inovação e valorização de marcas.
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