Exploração de terras raras no Brasil requer mais que legislação
Explorar terras raras no Brasil exige mais que lei; pesquisa e mercado são cruciais, diz IBRAM.

O recente projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda há desafios significativos a serem superados para a exploração das chamadas "terras raras" no Brasil. Segundo matéria publicada pelo Infomoney Brasil, Pablo Cesário, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), destacou a importância do financiamento de pesquisa como um passo crucial após a criação da legislação.
A nova normativa busca agilizar os processos de licenciamento sem comprometer a rigidez das regulamentações. "O projeto cria mecanismos de autorizações, também de direito mineral mais rápido", observou Cesário. Ele também ressaltou que o setor de mineração tem um longo ciclo de investimento, que pode levar mais de uma década antes de gerar receita, especialmente no caso das terras raras, cujo investimento inicial pode chegar a 500 milhões de dólares.
Esses minerais, que incluem elementos como lantânio, neodímio e cério, entre outros, são essenciais para diversas tecnologias modernas. No entanto, a capacidade de processamento em escala industrial ainda é um obstáculo no Brasil, com a tecnologia concentrada principalmente na China.
O projeto também prevê a criação de uma governança que facilite o acesso a financiamentos, especialmente para as chamadas Junior Companies. Cesário enfatiza a necessidade de investimentos estrangeiros para o desenvolvimento do setor, destacando que restrições a esse tipo de capital poderiam ser prejudiciais.
Além disso, o presidente do IBRAM apontou a necessidade de construir uma infraestrutura de mercado e processamento mineral no país para viabilizar a exploração das terras raras. Atualmente, apenas três empresas fora da China têm essa capacidade, incluindo a USA Rare Earth, que se fundiu com a Serra Verde.
Com informações de Infomoney Brasil.
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