Galípolo: Corte de juros não é 'volta da vitória' e exige cautela

SÃO PAULO, 9 Fev (Reuters) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira que o cenário atual da política monetária, com indicação de corte de juros, não deve ser interpretado como uma “volta da vitória”. Galípolo ressaltou a necessidade de parcimônia na condução dos juros.
Em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo disse que o Banco Central mantém cautela e analisará dados para definir o nível de restrição da política monetária visando a convergência da inflação à meta.
Galípolo declarou que a situação atual é diferente do momento em que a alta dos juros foi concluída. Ele acrescentou que dados indicam resiliência econômica, justificando um ajuste.
Na apresentação, o presidente do BC utilizou a palavra “calibragem” para descrever o momento do ciclo de política monetária.
No final de janeiro, o Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. A autarquia indicou o início de um ciclo de corte de juros em março, mas salientou que manterá a “restrição adequada” para atingir a meta de inflação.
Galípolo mencionou a melhora nos dados de inflação e nas expectativas do mercado.
Ele também destacou a resiliência da atividade econômica e o mercado de trabalho aquecido, além da desancoragem das expectativas de mercado.
O presidente do Banco Central informou que a autoridade monetária não persegue um nível específico de juros reais e que as decisões futuras serão baseadas em dados.
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