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Ibovespa acumula alta de quase 9% em 2026

Ibovespa acumula alta de quase 9% em 2026
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A Bolsa brasileira registrou alta no início de 2026. O Ibovespa ultrapassou 175 mil pontos e acumula alta de quase 9% em reais e de cerca de 13% em dólares em 2026.

Um levantamento da Elos Ayta indica que os mercados da América Latina lideram o ranking global de rentabilidade no período quando os retornos são medidos em dólares. Brasil aparece atrás de Peru, Colômbia e Chile.

Fluxo de capital estrangeiro

Investidores estrangeiros foram os principais compradores de ações brasileiras em janeiro de 2026, com R$ 12,3 bilhões aportados. Investidores globais reduziram exposição a ações dos Estados Unidos e aumentaram a alocação em mercados emergentes.

A América Latina aparece como um dos principais destinos desse fluxo, impulsionada por desempenho superior em dólares e maior atratividade relativa. Uma reversão à média dos últimos 10 anos, de 6,7%, poderia se traduzir em aproximadamente US$ 25 bilhões em recursos para o Brasil, observa o JPMorgan.

O head de research da Eleven Financial, Fernando Siqueira, avalia que a alta das commodities, particularmente metais, também está ajudando o fluxo a vir para o Brasil.

Com empresas como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) entre as maiores do Ibovespa, o índice se beneficia diretamente desse movimento. Ações dessas companhias subiram, assim como os papéis de grandes bancos.

Fundamentos em melhora

A JGP Asset avalia que o ciclo corporativo recente já ficou para trás e que 2026 tende a ser um ano mais favorável para as empresas brasileiras. Segundo a JGP, as empresas passaram a adotar uma postura mais disciplinada, com foco em geração de caixa, redução de riscos e retorno ao acionista.

A gestora destaca que o próximo ano tende a ser marcado por um ciclo de queda de juros.

A JGP também chama atenção para o fato de que os valuations já não estão tão descontados quanto no início de 2025, mas ainda não são considerados elevados. Novas altas dependem mais de resultados e juros do que apenas de reprecificação.

O alvo dos principais bancos e corretoras para o Ibovespa em 2026 gira em torno de 185 mil a 200 mil pontos. O Morgan Stanley enxerga potencial de uma valorização de até 46%, o que levaria o índice a 250 mil pontos.

A JGP ressalta que 2026 deve ser marcado por maior volatilidade. Um monitor de posicionamento da XP mostra que, antes do rali, fundos de ações seguiam com alocação concentrada em setores como utilities, commodities e financeiro.

As carteiras recomendadas de bancos e corretoras acompanhadas pelo InfoMoney mostram que ações de grande peso seguem dominando as recomendações para o início do ano, com Vale (VALE3) liderando com folga, seguida por Petrobras (PETR3; PETR4), Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e outras blue chips.

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