Imposto dificulta reciclagem na moda, diz CEO da Malwee
CEO da Malwee critica impostos sobre transporte de resíduos têxteis, que dificultam a reciclagem na moda.
Reprodução/Folha de S.PauloDe acordo com a Folha de S.Paulo, a CEO do Grupo Malwee, Gabriela Rizzo, afirma que a tributação sobre o transporte de lixo têxtil não incentiva a indústria da moda a reaproveitar resíduos. "Hoje, a legislação não ajuda para que a gente possa ter circularidade a favor da cadeia", disse Rizzo à Folha.
O modelo de economia circular, que transforma roupas descartadas em novos produtos, ainda é incipiente no Brasil. O país reaproveita apenas 1,3% do material que consome, segundo o Circularity Gap Report. No caso do Grupo Malwee, de 3% a 5% do custo das peças feitas com fibras recicladas é destinado ao pagamento do ICMS durante o transporte do lixo têxtil.
Essa situação levou a empresa a reduzir sua margem de lucro na linha Fio do Futuro, composta por moletons fabricados a partir de roupas doadas em péssimo estado, que seriam enviadas a aterros sanitários. Cada peça dessa coleção emite 44% menos CO2 e consome 33% menos água, conforme dados da empresa.
O ICMS, que incide sobre o transporte entre estados, não é cobrado quando os resíduos são destinados a aterros. Rizzo destaca que, para tornar o modelo circular viável economicamente, é necessário amadurecer a legislação e incentivar o reaproveitamento de resíduos têxteis.
O Grupo Malwee reaproveitou 7,4 toneladas de roupas de 2022 a 2024, resultando em 3.823 novas peças, uma pequena fração em relação à produção anual da empresa, que varia de 30 a 40 milhões de peças. "Ainda é muito embrionário olhando o tamanho da nossa escala", comentou a CEO.
A executiva também criticou o modelo de fast-fashion e destacou a importância de aumentar a consciência ambiental dos consumidores. "Temos um desafio muito grande no letramento do consumidor", afirmou Rizzo.
Com informações de Folha de S.Paulo.
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João Paulo Taumaturgo é CEO e fundador d’O EmpreendaNews, plataforma de mídia e negócios com sede em Blumenau (SC) e escritório em São Paulo. Já entrevistou mais de 500 empresários e lideranças, incluindo nomes como Romeu Zema e Junior Durski. Atua também no setor imobiliário através da Connect Assessoria Imobiliária. Sua missão: dar voz a quem constrói o Brasil de verdade.
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