Israel não vê colapso do governo iraniano como certo em meio à guerra

Em conversas reservadas, autoridades israelenses indicaram que não há certeza sobre o colapso do governo iraniano, em meio ao conflito em curso, conforme relatado pela Reuters em 11 de março de 2026.
Apesar dos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o possível fim da guerra, duas autoridades israelenses informaram que Washington não está prestes a ordenar o encerramento das hostilidades.
Ataques e Reações
A campanha de bombardeio dos EUA e Israel resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e de comandantes militares iranianos, além de civis. Mísseis atingiram Teerã e outras cidades, e autoridades iranianas ameaçaram com força letal qualquer pessoa que protestasse.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a ação conjunta criaria condições para o povo iraniano tomar seu destino. Ele mencionou minorias étnicas e linguísticas do Irã. Em declaração, Netanyahu reconheceu que um levante não parece iminente.
Israel e os EUA não emitiram uma declaração conjunta definindo os objetivos da guerra ou as condições para encerrá-la.
Na terça-feira, a Casa Branca afirmou que a guerra terminará quando Trump determinar que seus objetivos foram alcançados e quando o Irã estiver em estado de rendição incondicional.
Posicionamento de Israel
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em reunião com diplomatas estrangeiros, recusou-se a estabelecer um prazo para a campanha militar, concordando que Trump não está perto de encerrá-la.
Saar reconheceu que o governo iraniano pode sobreviver à guerra, mas expressou confiança no eventual colapso. Ele afirmou que a guerra continuará até que Israel e os EUA decidam encerrá-la, mas que Israel não busca uma “guerra sem fim”.
Assaf Orion, ex-chefe de estratégia das Forças Armadas israelenses, mencionou que enfraquecer as capacidades militares iranianas parece ser um objetivo de guerra mais direto. Ele acrescentou que qualquer revolta contra o sistema governamental do Irã pode levar meses ou anos.
O chefe de polícia do Irã, Ahmadreza Radan, advertiu que “qualquer pessoa que saia às ruas a pedido do inimigo será confrontada como um inimigo”.
Apesar do desejo de mudança de muitos iranianos e da comemoração da morte de Khamenei, não houve protestos desde o início da guerra.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, reconheceu que o governo do Irã poderia sobreviver à guerra.
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