Kevin O’Leary: Críticas a bilionários ignoram empregos criados, diz investidor

O investidor Kevin O’Leary, do Shark Tank, argumentou que as críticas ao aumento da riqueza de bilionários nos Estados Unidos desconsideram a criação de empregos. A declaração foi feita em um podcast da NewsNation.
“O que não recebe o devido crédito são esses empreendedores extremamente bem-sucedidos que criam centenas de milhares de empregos na América… se não milhões”, disse O’Leary no podcast On Balance with Leland Vittert.
O investidor mencionou que alguns bilionários, como Warren Buffett, doam grandes parcelas de suas fortunas. Ele também citou a contribuição de US$ 6,25 bilhões de Michael Dell para as “Contas Trump” destinadas a crianças.
O’Leary também afirmou que os ricos já pagam uma quantia elevada em impostos. Ele citou a nova Lei do Imposto sobre Bilionários da Califórnia, que prevê a cobrança de um imposto único de 5% sobre a riqueza total de residentes com patrimônio líquido de US$ 1 bilhão ou mais.
Um estudo de 2024 do National Bureau of Economic Research indicou que a alíquota efetiva média de impostos pagos pelos 400 americanos mais ricos foi de 24% entre 2018 e 2020. No mesmo período, a alíquota média de todos os demais contribuintes dos EUA foi de 30%.
O presidente da O’Leary Ventures defendeu que os EUA deveriam tentar preservar seu espírito empreendedor, permitindo que fundadores tenham sucesso.
A análise de 2025 do site Investopedia estimou em US$ 5 milhões o custo para alcançar os marcos típicos do sonho americano, como ter uma casa, dois filhos e um carro. Esse valor representa um aumento de US$ 600 mil em relação ao ano anterior e um aumento de quase 50% em relação a dois anos atrás.
O pesquisador sênior de política fiscal do think tank Americans for Prosperity, Kurt Couchman, mencionou que a dívida nacional de US$ 38,5 trilhões pode afetar o sonho americano.
Sobre o autor
Mais matérias de EmpreendaNews - Redação
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

BRB enfrenta novo fantasma financeiro
O BRB enfrenta riscos financeiros após cancelamento de venda de ativos. Negociações por empréstimo seguem em compasso de espera.

Portugal lida com dívida de nove bilhões de euros
Portugal enfrenta reembolso de dívida pública de mais de nove bilhões de euros

Alívio ou ilusão? Inflação recua, mas preocupa
Estimativa para o IPCA de 2026 recuou para 5,15%. Apesar da melhora, projeção ainda supera o teto de 4,5% estabelecido para a inflação brasileira