Kremlin rejeita alegações de envenenamento de Navalny por toxina de sapos

O Kremlin rejeitou, nesta segunda-feira (16), as acusações de cinco países europeus sobre a morte de Alexei Navalny, enquanto sua viúva afirmou que a verdade foi comprovada.
Navalny, crítico do governo russo, morreu em 16 de fevereiro de 2024, na colônia penal Lobo Polar, ao norte do Círculo Polar Ártico. Ele tinha 47 anos.
Grã-Bretanha, França, Alemanha, Suécia e Holanda afirmaram que as análises das amostras do corpo de Navalny confirmaram a presença de epibatidina, uma toxina encontrada em sapos venenosos da América do Sul.
Rejeição das acusações
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou as alegações.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse que Moscou forneceria comentários relevantes se e quando os países que fizeram as alegações divulgassem os resultados dos testes.
A declaração conjunta europeia fez referência ao envenenamento com Novichok em 2018, em Salisbury, Inglaterra, do ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha. A Rússia nega envolvimento no incidente.
Um grupo de 15 países, incluindo Austrália, Nova Zelândia e Canadá, emitiu uma nova declaração na segunda-feira, reiterando suas exigências para que a Rússia conduza uma investigação sobre a morte de Navalny.
Yulia Navalnaya, viúva de Navalny, disse que as conclusões forneceram as provas necessárias para apoiar sua posição.
As alegações sobre a toxina foram feitas na Conferência de Segurança de Munique, antes do segundo aniversário da morte de Navalny, na segunda-feira.
A Rússia nega envolvimento no incidente de Salisbury. A declaração foi publicada no site do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha.
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