Marcas valiosas do Brasil: lições para quem empreende
O Kantar BrandZ 2026 revelou as marcas brasileiras mais valiosas. Por trás das cifras bilionárias, um princípio que vale para qualquer negócio: marca e resultado crescem juntos.

O ranking Kantar BrandZ 2026 saiu e trouxe um retrato interessante do Brasil que constrói valor. O Itaú segue na liderança, com marca avaliada em US$ 13,2 bilhões, 79% a mais do que em 2024. Logo atrás, o Nubank surpreende com um salto de 162% em dois anos, chegando a US$ 12 bilhões, seguido pela Claro, com US$ 7,4 bilhões. Somadas, as 50 marcas brasileiras mais valiosas alcançaram US$ 101,1 bilhões, um crescimento de 22% em relação a dois anos atrás. Os números impressionam, mas a lição mais valiosa não está no tamanho das cifras. Está no que elas revelam sobre como o valor de marca se constrói e por que isso interessa a qualquer empresário, não apenas aos gigantes da lista.
É importante notar que este ranking não avalia apenas o faturamento ou o valor de mercado das empresas. O Kantar BrandZ combina a percepção do consumidor (através de milhões de entrevistas) com o desempenho financeiro da empresa para estimar o quanto do valor do negócio é atribuído à força da sua marca.

Marca e negócio crescem juntos
O relatório reforça um princípio que vale para todo empresário: marca forte e negócio saudável se retroalimentam. Quanto mais uma empresa desenvolve a própria marca, mais aumentam as chances de o negócio crescer, e o contrário também é verdadeiro. Não é despesa de marketing; é ativo. Segundo a Kantar, marcas com forte poder de demanda, ou seja, capazes de serem escolhidas no momento da decisão, geram muito mais valor do que aquelas que apenas são conhecidas.
Esse é o ponto que separa reconhecimento de preferência. Ser lembrado não basta: é preciso ser escolhido. E ser escolhido depende de três coisas que nenhum orçamento compra sozinho: relevância na vida do cliente, diferenciação real e presença consistente na hora da compra.
A lição vale muito além do Top 50
É tentador olhar para Itaú e Nubank e concluir que marca é assunto de quem tem bilhões para investir. É o contrário. A mecânica que fez essas marcas subirem é a mesma disponível para o pequeno e o médio empresário: entregar uma boa experiência de forma repetida, manter uma identidade coerente e estar presente quando o cliente precisa decidir.
Uma loja de bairro, uma indústria regional ou um prestador de serviço constroem marca exatamente como as gigantes, só que na escala deles. Cada atendimento, cada entrega no prazo, cada problema resolvido com respeito é um tijolo de reputação. Marca, no fim, é a soma de pequenas experiências que o cliente vive e lembra.

O que puxou o crescimento
Não por acaso, os serviços financeiros lideraram as maiores valorizações da edição. A digitalização dos bancos, a chegada de concorrentes digitais e a ampliação do acesso da população ao sistema financeiro mudaram o comportamento do consumidor, e quem leu essa mudança rápido transformou percepção em valor. É a prova de que marca não vive isolada do mercado: ela cresce quando entende o momento e se adapta a ele.
Fica o recado para 2026 e além: enquanto muita gente ainda trata marca como logotipo e propaganda, as empresas que mais crescem já entenderam que marca é a promessa cumprida todos os dias. Você não precisa estar no ranking para aplicar a lição. Precisa apenas decidir, a partir de hoje, ser escolhido, e não apenas conhecido.
CRÉDITOS
Fonte dos dados: ranking Kantar BrandZ 2026.
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Corrêa. Elétricos, hidráulicos, casa e construção. 28 anos de história, com lojas físicas em Blumenau, Balneário Camboriú e Penha, centro de distribuição e e-commerce que atende todo o Brasil.
Sobre o autor

36 matérias publicadas
CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.
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