Marinho rejeita incentivos fiscais para redução da jornada de trabalho

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo não concederá incentivos fiscais ou desoneração da folha de pagamento como contrapartida aos debates sobre o fim da jornada 6×1.
A declaração foi feita em encontro com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto.
Declarações do ministro
Marinho disse que "ninguém no governo" pensa em medidas de compensação às empresas.
O ministro defendeu que a redução da jornada deve vir acompanhada de ganho de produtividade.
Marinho mencionou que o debate sobre o tema é uma "necessidade cobrada pela sociedade".
O ministro citou o exemplo de um empresário que reduziu a jornada e observou aumento da produtividade.
Marinho defendeu que é "plenamente possível" reduzir a jornada máxima de 44 para 42 horas semanais, o que abriria caminho para o fim da escala 6×1.
Ele afirmou que a redução pode aumentar a produtividade, engajamento e qualidade de vida dos trabalhadores, desde que acompanhada de organização adequada das empresas.
O ministro informou que o governo não descarta enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso, dependendo da articulação política.
Marinho falou sobre o tema durante entrevista coletiva de divulgação dos dados de janeiro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O saldo entre contratações e demissões encerrou o último mês em 112.334 postos de trabalho, o menor para o período desde 2024.
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