MEC cancela programa Mais Médicos 3 e impacta empresas de educação

O Ministério da Educação (MEC) cancelou o programa Mais Médicos 3, conforme portaria publicada em 10 de fevereiro.
O programa visava criar 5.900 novas vagas em cursos de graduação em Medicina.
Impactos nas empresas
O Goldman Sachs avaliou o cancelamento como potencialmente negativo para empresas sob sua cobertura.
O banco estimou um potencial de alta de até 8% para Afya, 8% para Yduqs (YDUQ3), 18% para Ânima (ANIM3) e 1% para Cogna (COGN3), com base no programa.
O Goldman Sachs apontou que não esperava uma reação relevante das ações, pois o mercado não havia precificado a materialização desse opcional.
O banco mencionou que já esperava uma racionalização do programa após a autorização de 4.500 novas vagas por decisões judiciais nos últimos 18 meses.
O Goldman Sachs também destacou que, desde abril de 2025, o MEC demonstrou preocupações com a qualidade dos médicos formados devido à expansão das vagas, o que foi corroborado por resultados no ENAMED.
O Bradesco BBI avalia que o encerramento do programa Mais Médicos 3 é levemente negativo para as empresas listadas, por eliminar potenciais vetores de valorização ligados à abertura de novas vagas.
O Itaú BBA avalia que a redução na abertura de novas vagas em medicina tende a criar um ambiente competitivo mais saudável.
Recomendações do Goldman Sachs
O Goldman Sachs mantém recomendação de compra para Ânima, com preço-alvo de R$ 5,50 para 12 meses.
Para Cogna, o Goldman reiterou classificação de compra, com preço-alvo de R$ 5,00.
O Goldman Sachs mantém recomendação neutra para Yduqs.
Para Afya, o banco manteve recomendação de venda, com preço-alvo de US$ 16 para 12 meses.
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