Morgan Stanley prevê cenário 'binário' para petróleo e recomenda Vibra sobre Petrobras
Imagem mostra uma plataforma de petróleo.

Morgan Stanley prevê cenário 'binário' para preços do petróleo e prefere Vibra à Petrobras
O Morgan Stanley, após um ano de alta volatilidade no mercado de petróleo em 2025, mantém uma postura defensiva e recomenda a Vibra Energia (VBBR3) em detrimento da PRIO (PRIO3) e Petrobras (PETR3; PETR4).
Preferência por Vibra
A escolha do banco pela Vibra é baseada em uma visão positiva para o setor de distribuição e em seus avanços internos. O Morgan Stanley revisou a recomendação para a empresa em outubro, destacando o endurecimento do ambiente regulatório como um fator importante para a recuperação das margens e ganho de participação de mercado. A combinação entre maior eficiência operacional e redução da alavancagem deve resultar em expansão do retorno sobre o capital investido (ROIC).
Cenário de mercado binário
O banco aponta que a volatilidade dos preços do petróleo evidencia o impacto de dinâmicas geopolíticas. A incerteza deve persistir em 2026. A tese de superávit de oferta, apresentada pelo estrategista Martijn Rats, está se materializando, com um excedente relevante no segundo semestre de 2025 e projeção de expansão no primeiro semestre de 2026.
Recomendações para diferentes cenários
O Morgan Stanley vê o nível de US$ 60 por barril como um ponto-chave para as decisões de investimento. Com o preço abaixo de US$ 60, a Vibra é a escolha preferencial. Entre US$ 60 e US$ 70, a abordagem é equilibrada, com a Vibra mantendo-se atrativa e PRIO e Petrobras oferecendo retornos interessantes. Acima de US$ 70, o foco se deslocaria para os produtores.
Análise da distribuição de combustíveis
O banco destaca que as distribuidoras brasileiras historicamente demonstraram resiliência à volatilidade do petróleo, devido à capacidade de repasse de preços. Em um cenário de preços entre US$ 55 e US$ 60 por barril, PRIO e Petrobras ainda se mostram resilientes. O Morgan Stanley estima yields de fluxo de caixa livre em 2026 de cerca de 7% para PRIO e 6% para Petrobras nesse cenário.
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