MP do diesel enfrenta pressão no Congresso após edição

A medida provisória que estabelece um subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel está sob pressão no Congresso Nacional. Parlamentares da oposição e do Centrão apresentaram 135 emendas ao texto, com foco na alteração da principal fonte de financiamento do programa.
A taxação de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, criada para financiar o subsídio, é o ponto central das críticas.
Propostas de alteração na alíquota
O deputado Junio Amaral (PL-MG) propõe reduzir a alíquota para 5%. Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) defende uma redução ainda maior, para 3%. Outras propostas sugerem uma alíquota variável, vinculada ao preço do barril do tipo Brent.
Nesse modelo, o tributo seria zerado quando o petróleo estivesse abaixo de US$ 100.
Ampliação dos subsídios
O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, propõe estender o benefício ao biodiesel, com valor de R$ 0,64 por litro.
A inclusão do biocombustível poderia dobrar o custo total da política, segundo estimativas do governo.
Tramitação da medida
A comissão mista que analisará a medida provisória ainda não foi instalada, e o relator do texto não foi definido. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), deve se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado para definir um nome.
A medida provisória foi editada em meio à alta internacional do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. O avanço das emendas sugere que o texto original pode sofrer mudanças antes da votação no Congresso.
Sobre o autor
Mais matérias de EmpreendaNews - Redação
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

BRB enfrenta novo fantasma financeiro
O BRB enfrenta riscos financeiros após cancelamento de venda de ativos. Negociações por empréstimo seguem em compasso de espera.

Portugal lida com dívida de nove bilhões de euros
Portugal enfrenta reembolso de dívida pública de mais de nove bilhões de euros

Alívio ou ilusão? Inflação recua, mas preocupa
Estimativa para o IPCA de 2026 recuou para 5,15%. Apesar da melhora, projeção ainda supera o teto de 4,5% estabelecido para a inflação brasileira