Natura: Ações sobem após resultados do 4T25, mas analistas questionam sustentabilidade

As ações da Natura (NATU3) tiveram alta no Ibovespa nesta terça-feira, 17 de março de 2026, após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25). Às 10h20 (horário de Brasília), NATU3 subia 9,97%, a R$ 9,49.
A companhia apresentou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorrente de R$ 978 milhões entre outubro e dezembro, um aumento de 57,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado ocorreu apesar da queda de 12% no faturamento.
Analistas da LSEG estimavam um Ebitda de R$ 741 milhões para a fabricante de cosméticos no quarto trimestre.
Resultados do 4T25
A XP Investimentos destacou os resultados da Natura no 4T, com receita em linha e pressionada, mas com um Ebitda acima do esperado devido ao controle de despesas de vendas.
A XP Investimentos informou que a Natura reportou economias nas despesas de vendas, provenientes de medidas táticas de eficiência e dos ganhos da Onda 2 na Hispana. Isso levou a uma surpresa positiva de 22% no Ebitda ajustado.
A companhia reiterou seu compromisso em entregar expansão da margem Ebitda em 2026, acima dos 14,1% reportados em 2025, o que é superior à sua margem Ebitda de 13,7% para 2026.
Segundo a administração, isso deve ser alcançado por meio dos ganhos da Onda 2 na Hispana, de economias decorrentes do seu forte ajuste em G&A (25% do headcount administrativo até o 1T) e de aceleração de crescimento na Hispana e no Brasil, embora este último permaneça pressionado no 1T.
O Bradesco BBI destacou o forte controle de despesas comerciais e administrativas. O Ebitda da Natura ficou 9% acima da projeção do Bradesco BBI.
Apesar da queda de 12% na receita, o corte de gastos variáveis, ajustes táticos em marketing e os primeiros ganhos de eficiência da Onda 2 resultaram em uma relação de despesas melhor que o projetado, elevando o EBITDA ajustado para R$ 978 milhões.
A companhia cumpriu seus compromissos para o ano fiscal de 2025, entregando expansão de margem, redução de custos de transformação e manutenção da alavancagem dentro da faixa considerada ideal, após gerar R$ 567 milhões de caixa no trimestre.
Para 2026, a empresa sinalizou um 1T26 ainda pressionado, porém com tendência de recuperação gradual das vendas e expansão de margem ao longo do ano, apoiadas pela maturação das iniciativas de eficiência e normalização dos investimentos.
O Morgan Stanley avalia positivamente o controle de custos, mas questiona a sustentabilidade de lucros em meio à queda de receita. O BBI tem recomendação outperform.
A XP Investimentos ressaltou que o corte de gastos e ajustes táticos em marketing resultaram em uma relação de despesas melhor que o projetado.
O Bradesco BBI ressaltou que a dinâmica operacional no curto prazo exigirá cautela.
A Natura entregou expansão de margem em 2025.
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