NeoCon 2026: Oportunidades e Inovações em Design Comercial
NeoCon 2026 acontece em Chicago, reunindo líderes globais do design comercial.

A NeoCon 2026, em Chicago, deve reforçar uma mudança que, na minha opinião, já não tem mais volta: os espaços estão deixando de ser apenas bonitos para se tornarem ferramentas de experiência, performance, bem-estar e estratégia de negócio.
A primeira tendência forte será o fim do escritório tradicional. O corporativo continua absorvendo referências da hotelaria, do residencial premium e do wellness. Ambientes mais confortáveis, sensoriais, flexíveis e humanos devem dominar a conversa. Minha provocação é simples: depois do híbrido, ninguém quer sair de casa para trabalhar em um espaço pior que ela. Dica para os negócios: empresas, incorporadoras e arquitetos precisam começar a pensar menos em metragem e mais em experiência, permanência e pertencimento.
Outro tema que deve ganhar ainda mais força é o design centrado em comportamento e bem-estar. Neuroarquitetura, acústica, iluminação, ergonomia e conforto emocional deixam de ser “extra” e passam a influenciar produtividade, retenção de talentos e valor percebido. Dica prática: negócios que investirem em ambientes que melhoram foco, colaboração e qualidade de vida terão vantagem competitiva real.
A NeoCon também deve mostrar o crescimento da tecnologia invisível. Menos tecnologia exibida, mais soluções inteligentes integradas ao espaço: automação discreta, IA aplicada ao ambiente, iluminação responsiva e gestão inteligente do uso dos espaços. Minha dica: arquitetos e empresas precisam começar a integrar tecnologia desde o conceito, não como algo que entra no final da obra.
Outra leitura importante será a evolução da sustentabilidade sofisticada. O mercado premium não quer apenas sustentabilidade técnica. Quer materiais desejáveis, duráveis, bonitos e performáticos. Dica para negócios: comece agora uma curadoria própria de materiais inovadores, superfícies regenerativas e fornecedores alinhados a ESG. Isso tende a se tornar diferencial comercial cada vez mais forte.
Por fim, a iluminação deve continuar ganhando protagonismo. Mais emocional, mais ligada à saúde, produtividade e percepção espacial. E aqui vai uma provocação: ainda vejo muita iluminação sendo resolvida tarde demais no projeto. Dica prática: trate iluminação como estratégia de experiência, branding e valorização do espaço — não apenas como item técnico.
Minha leitura da NeoCon 2026 é clara: os negócios que entenderem primeiro que ambientes impactam comportamento, cultura, produtividade e desejo provavelmente sairão na frente nos próximos anos.
Sobre o autor

57 matérias publicadas
Arquiteta e designer, especializada em Arquitetura e Design pelo Politécnico de Milão. Acredito que a arquitetura deve ir além da estética: ela precisa traduzir a identidade, a história e o estilo de vida de quem irá viver cada espaço. Por isso, não acredito em projetos prontos ou soluções replicadas. Cada criação é única, pensada para refletir a essência de cada cliente. À frente da Bruna Pieritz Arquitetura, desenvolvo projetos completos de arquitetura e interiores, unindo estratégia, funcionalidade, sofisticação e atenção aos detalhes para criar ambientes autênticos, atemporais e cheios de significado.
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