Nosara Capital adquire Telecardio e expande atuação em telediagnóstico
Nosara Capital adquire Telecardio, expandindo atuação em telediagnóstico.

O search fund Nosara Capital finalizou a aquisição da Telecardio, uma empresa especializada em telediagnósticos médicos. A Telecardio, que foi fundada em 1993 por médicos com base em tecnologia israelense de eletrocardiograma portátil, emite laudos remotamente para diversas instituições de saúde.
Atualmente, a Telecardio não apenas realiza eletrocardiogramas, mas também oferece exames de eletroencefalograma, holter, Mapa, espirometria e teste ergométrico. A empresa quadruplicou sua receita de 2021 a 2025, atingindo cerca de R$ 50 milhões, sem precisar de investimentos externos, apenas reinvestindo seu próprio caixa.
A decisão de venda começou em 2021, quando os acionistas buscavam maneiras de financiar o crescimento da empresa, inicialmente considerando a entrada de um investidor minoritário. Após analisar diversas possibilidades, como venda de participação e entrada de investidores estratégicos, optou-se pelo modelo de search fund. Este modelo permite que investidores apoiem gestores dedicados à aquisição e desenvolvimento de uma única empresa.
A transação foi assessorada financeiramente pela BM Partners. Embora o valor do negócio não tenha sido divulgado, os múltiplos do setor estão em torno de sete vezes o Ebitda. Os sócios do fundo e da Telecardio preferiram não comentar sobre a aquisição.
Sobre o autor

328 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
Mais matérias de Thiago A. Busarello
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

Simples híbrido nem sempre compensa. Veja quando vale a pena
Até 30 de setembro, empresas do Simples Nacional precisam decidir junto à Receita Federal se seguem no Simples puro ou migram para o modelo híbrido a partir de janeiro de 2027. Especialistas da WK explicam como o perfil de clientes (B2C ou B2B), fornecedores e o fôlego de caixa devem pesar na escolha.

Americanos e Europeus se rendem à nossa cachaça
Americanos e europeus descobrem a complexidade das madeiras brasileiras, a riqueza da nossa cana e a personalidade de uma bebida que não precisa imitar whisky, rum ou cognac para ocupar seu espaço entre os grandes.

O primeiro ano não mata empresa. O quinto, sim.
A frase mais repetida do empreendedorismo brasileiro diz que oito em cada dez empresas fecham no primeiro ano. Os dados do IBGE dizem quase o contrário: quase oito em cada dez passam do primeiro aniversário. O aperto vem depois, é lento, e muda o que se deveria fazer a respeito.