Petrobras: Análise do Itaú BBA sobre cenários de preços do petróleo

Os contratos de petróleo operam em queda nesta quarta-feira (25), após atingirem quase US$ 120/barril do Brent. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanham o movimento, assim como outras petroleiras do Ibovespa.
Analistas do Itaú BBA realizaram estudos sobre o potencial de geração de caixa da Petrobras em diferentes cenários de preços do Brent. A estatal ainda demonstra sensibilidade a variações de preços, mesmo sem novos reajustes domésticos, conforme a análise.
Cenários de preços e retorno para acionistas
O BBA afirma que a ação está sendo negociada com um FCFE yield (retorno de fluxo de caixa livre para o acionista) de dois dígitos em diversos cenários. Cada aumento de US$ 10/bbl no preço médio do Brent se traduziria em cerca de 2 pontos percentuais a mais no FCFE yield, caso a petroleira não alterasse os preços do diesel e da gasolina. Com o reajuste de preços pela Paridade de Importação (PPI), o FCFE yield aumentaria em mais 7 pontos percentuais.
O BBA estimou um cenário com o fim da guerra, com preços do Brent em média em US$ 80/bbl pelo restante do ano. Nesse caso, a Petrobras geraria um retorno de fluxo de caixa livre para o acionista em torno de 9% no ano. Com preços alinhados ao PPI, o retorno seria de 16% para o acionista.
O cenário de maior retorno para acionistas da Petrobras seria com preços mais altos por mais tempo, com preço médio do Brent de US$ 100/bbl. A petroleira ofereceria um FCFE yield estimado de aproximadamente 13% em 2026 com preços domésticos inalterados. Com ajuste pelo PPI, o retorno poderia superar os 20%.
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