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Prazos e estoque: por que a operação virou a nova vantagem do setor

Com o cobre em alta histórica e a construção em ajuste, o CEO Juliano Carl alerta o setor elétrico, hidráulico, casa e construção: disponibilidade e estoque estratégico viraram o verdadeiro diferencial competitivo em 2026.

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Caminhar pelo nosso Centro de Distribuição esta semana me lembrou de uma verdade que o mercado às vezes esquece: por trás de cada entrega rápida existe uma estrutura que ninguém vê. São cerca de 4.000 m² de área total, e um grande volume de produto parado de propósito esperando a hora em que o cliente vai precisar.

Porque o Brasil que sustenta o nosso setor vive um momento delicado. De um lado, o cobre  matéria-prima de quase tudo o que passa por aqui fechou 2025 com alta de mais de 30% e abriu 2026 em máxima histórica, rompendo a casa dos US$ 13 mil por tonelada, pressionado pela escassez de oferta e pela corrida global da eletrificação, dos data centers e da inteligência artificial. De outro, a indústria de materiais de construção encolheu 1,2% no ano passado, freada por juros altos e crédito caro, enquanto o setor eletroeletrônico cresceu cerca de 4%. Resumindo: o insumo subiu, a demanda oscilou, e quem ficou prensado no meio foi quem distribui.

E é aqui que mora o meu alerta ao mercado. Saímos de um ciclo em que muita gente operou no limite, comprando só o essencial, na aposta de que o fornecedor sempre teria. Esse modelo funciona enquanto o mar está calmo. Mas com cobre volátil, prazos imprevisíveis e custos de aço e cimento em alta, quem depende só da reposição just-in-time vai descobrir do jeito mais caro que disponibilidade virou ativo estratégico.

O recado que deixo, depois de anos vendo esse mercado por dentro, vale para distribuidor, lojista e instalador: estoque deixou de ser custo e passou a ser inteligência. Planejar a compra, conhecer a procedência do material, exigir certificação e ter quem garanta pronta entrega não é luxo é o que separa quem entrega a obra no prazo de quem perde o cliente para a falta.

2026 chega com um ambiente um pouco melhor: juros em queda e programas de habitação e reforma aquecendo a ponta. Mas otimismo não substitui preparo. O player que sai na frente não é o que tem o menor preço na tabela; é o que consegue dizer “tem, e entrego hoje” enquanto todos os outros ainda esperam o navio chegar.

No fim, estrutura não é vaidade. É a promessa que fazemos ao cliente que precisa caber, todos os dias, dentro de um galpão.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO CORRÊA

Rua: Paulo Kuehnrich, 185

Itoupava Norte - Blumenau - SC

CEP: 89052-270

SITE

www.correamte.com.br

@correamtes

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Sobre o autor

Juliano Carl Colunista

11 matérias publicadas

CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.

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