Resíduos de suínos vão abastecer indústrias em SC; confira
Santa Catarina transforma resíduos da suinocultura em biometano, criando um novo mercado de energia renovável.
Reprodução/FIESCSanta Catarina deu um passo significativo na criação de um mercado de biometano, transformando resíduos da suinocultura em energia renovável para a indústria. De acordo com a FIESC, o Estado assinou recentemente seu primeiro contrato de fornecimento de biometano, estabelecendo uma nova cadeia de valor que integra agronegócio, energia e descarbonização.
O projeto envolve a produção de biometano pela H2A em Campos Novos, a distribuição pela SCGÁS, o uso industrial pela Vossko do Brasil em Lages e a regulamentação pela Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc). Esta iniciativa é fruto de uma colaboração entre empresas, universidades e o setor público, impulsionada pelo Hub de Descarbonização da FIESC, criado em 2023.
José Lourival Magri, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, destacou o potencial de Santa Catarina para transformar resíduos em energia e expandir a produção de biogás e biometano. Atualmente, a produção diária é de 2 milhões de metros cúbicos, com potencial para dobrar.
Otmar Josef Müller, presidente da SCGÁS, afirmou que o contrato marca uma nova fase da matriz energética do Estado, com investimentos de R$ 600 milhões previstos para os próximos cinco anos, visando ampliar a infraestrutura e conectar novos produtores de biometano.
A regulamentação, essencial para a segurança dos investimentos, começou em 2021 e culminou na Resolução nº 250, que permite a injeção de biometano na rede da SCGÁS. João Carlos Grando, presidente da Aresc, ressaltou que o Estado pode produzir mais de 4 milhões de metros cúbicos de biometano por dia, suficiente para atender toda a indústria catarinense.
Adilson Teixeira Lima, diretor da H2A, vê a conexão com a SCGÁS como um fator crucial para expandir o mercado de biometano, destacando a necessidade de colaboração entre produtores rurais, cooperativas, indústria e órgãos reguladores.
Joachim Gerecht, CEO da Vossko do Brasil, destacou que a sustentabilidade é uma exigência dos mercados internacionais, especialmente da União Europeia, para onde 75% da produção da empresa é exportada. “Participar deste projeto reforça nosso compromisso com uma produção de menor impacto ambiental”, afirmou.
Com informações de FIESC.
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