Starbucks coloca IA no ChatGPT para definir pedidos com base no humor e na foto do cliente
A Starbucks iniciou os testes de uma funcionalidade baseada em inteligência artificial dentro do ChatGPT que sugere bebidas a partir do humor, preferências ou até imagens enviadas pelo usuário. A iniciativa coloca a rede entre as primeiras grandes marcas de alimentação a integrar IA diretamente na jornada de descoberta e compra.
O recurso, ainda em fase beta, funciona por meio de comandos simples. O usuário pode pedir algo como “uma bebida leve para começar o dia” ou “um café da tarde sem muito açúcar”. A IA interpreta o contexto e recomenda opções do cardápio. Também é possível enviar fotos, como o clima do dia ou até o look, para receber sugestões alinhadas ao “vibe” proposto.
A partir dessas recomendações, o cliente consegue personalizar o pedido e iniciar a compra, finalizando depois no aplicativo ou site oficial da Starbucks. A lógica é reduzir atrito e transformar o momento de escolha em uma experiência mais intuitiva e emocional.
Segundo Paul Riedel, vice-presidente sênior de digital e fidelidade da empresa, o comportamento do consumidor mudou. “Os clientes nem sempre começam pelo menu, começam por um sentimento”, afirmou. A aposta da companhia é que a IA amplie a descoberta de novos produtos e aumente o ticket médio por meio da personalização.
O movimento não surge isolado. A Starbucks já vinha explorando customização com menus secretos e bebidas que viralizam nas redes sociais. A diferença agora é o nível de automação e escala que a IA permite, levando essa lógica para dentro de uma interface conversacional.
Na prática, o teste aponta para um novo modelo de cardápio. Em vez de listas estáticas, a tendência é que a escolha seja guiada por contexto, comportamento e estímulos subjetivos. Isso abre espaço para recomendações mais assertivas, mas também levanta questionamentos sobre o quanto o consumidor passa a delegar decisões à tecnologia.
Há ainda um fator operacional relevante. Sistemas de IA com esse nível de personalização exigem investimento alto e infraestrutura robusta, especialmente quando aplicados em escala global. O retorno depende diretamente da capacidade de converter recomendação em venda.
O teste da Starbucks funciona como um indicativo do que pode se tornar padrão nos próximos anos: IA não apenas como suporte, mas como motor ativo de decisão dentro do varejo e da alimentação.
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CEO do EmpreendaSC, empreendedor, jornalista e comunicador com experiência em operação, vendas e análise de mercado. Combina vivência empresarial e leitura de dados para traduzir o cenário catarinense em informação prática para quem empreende.
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