Tilt adquire Blipay e expande operações no Brasil
Tilt adquire Blipay, marca entrada no mercado brasileiro, expandindo sua presença global.

A empresa americana Tilt, anteriormente conhecida como Empower Finance, anunciou a aquisição da fintech brasileira Blipay, especializada em antecipação de salário. Esta transação marca a entrada da Tilt no mercado brasileiro, seu quinto internacional.
A Blipay, fundada em 2021, utiliza dados de open banking e transações via Pix para oferecer crédito a usuários desatendidos por bancos tradicionais. A plataforma conta com seis milhões de usuários, que agora serão incorporados ao ecossistema global da Tilt, já presente nos Estados Unidos, México, Filipinas e Índia.
Felipe Ziliotti, CEO da Blipay, comentou: "A Tilt era a parceira que buscávamos, pois eles já fizeram exatamente isso em grande escala em mercados como o nosso". Ziliotti permanecerá na empresa após a aquisição.
Warren Hogarth, cofundador e CEO da Tilt, destacou o potencial do mercado brasileiro, onde 21 milhões de adultos estão fora do sistema bancário. "Estamos trazendo nossa infraestrutura global e todo o conhecimento adquirido no México, nas Filipinas e na Índia para um dos mercados de crédito mais promissores do mundo", afirmou Hogarth.
Com a venda da Blipay, a SRM Ventures, que investiu na fintech em 2023, realiza o seu primeiro desinvestimento. A gestora, que possui R$ 500 milhões em fundos, planeja expandir seu portfólio para 16 fintechs até o final do ano.
Sobre o autor

328 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
Mais matérias de Thiago A. Busarello
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

Simples híbrido nem sempre compensa. Veja quando vale a pena
Até 30 de setembro, empresas do Simples Nacional precisam decidir junto à Receita Federal se seguem no Simples puro ou migram para o modelo híbrido a partir de janeiro de 2027. Especialistas da WK explicam como o perfil de clientes (B2C ou B2B), fornecedores e o fôlego de caixa devem pesar na escolha.

Americanos e Europeus se rendem à nossa cachaça
Americanos e europeus descobrem a complexidade das madeiras brasileiras, a riqueza da nossa cana e a personalidade de uma bebida que não precisa imitar whisky, rum ou cognac para ocupar seu espaço entre os grandes.

O primeiro ano não mata empresa. O quinto, sim.
A frase mais repetida do empreendedorismo brasileiro diz que oito em cada dez empresas fecham no primeiro ano. Os dados do IBGE dizem quase o contrário: quase oito em cada dez passam do primeiro aniversário. O aperto vem depois, é lento, e muda o que se deveria fazer a respeito.