Trump convida Lula para encontro sobre extrema esquerda
Trump convida Lula para discutir terrorismo político em evento global.

Reunião organizada por Marco Rubio terá representantes de mais de 60 países; Itamaraty ainda avalia se enviará um representante brasileiro
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o Brasil para participar de uma reunião internacional sobre o que a administração norte-americana classifica como o “ressurgimento do terrorismo político” ligado à extrema esquerda.
O encontro será realizado em Washington e organizado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Representantes de mais de 60 países da América, Europa e Ásia foram convidados para participar das discussões.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou o recebimento do convite, mas ainda não informou se o Brasil participará. O chanceler Mauro Vieira já possui outros compromissos diplomáticos previstos para esta semana, entre eles a visita da ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand.
Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a proposta é discutir organizações violentas com conexões internacionais e ampliar o compartilhamento de informações e as ações de segurança entre os países participantes.
A administração Trump sustenta que movimentos extremistas de esquerda passaram a formar redes transnacionais e que essa ameaça não recebeu atenção suficiente dos governos e das agências de segurança nos últimos anos.
A avaliação, porém, não é consenso nem mesmo entre aliados dos Estados Unidos. Diplomatas europeus e especialistas em contraterrorismo questionaram a dimensão apresentada pelo governo norte-americano e demonstraram preocupação com uma possível utilização política das estruturas de combate ao terrorismo.
Convite ocorre em meio a atritos diplomáticos
A iniciativa surge poucos dias depois de um novo episódio de tensão entre o governo brasileiro e a administração Trump.
O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Questionado sobre as consequências da medida, Mauro Vieira mencionou o risco de que essa classificação fosse utilizada para justificar ações militares norte-americanas em território brasileiro.
O Departamento de Estado reagiu e classificou a declaração do chanceler como absurda.
A decisão sobre a participação brasileira envolve, portanto, mais do que uma agenda de segurança. Ao comparecer, o governo Lula poderá ampliar a cooperação internacional contra organizações violentas, mas também correrá o risco de ser associado ao enquadramento ideológico adotado pela administração Trump.
A ausência brasileira, por outro lado, poderá aprofundar os atritos com Washington em um momento de tensão nas relações entre os dois países.
Reportagens brasileiras apontam que o encontro está previsto para 16 de julho. Uma informação anterior publicada pela Reuters indicou o dia 15, e a data definitiva ainda não foi divulgada publicamente pelo governo brasileiro.
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Jornalista com atuação estratégica na política, no relacionamento institucional e na articulação com lideranças públicas e empresariais. No EmpreendaNews, lidera a cobertura e os projetos da área política, conduzindo entrevistas, agendas e conteúdos de alcance nacional sobre poder, economia, gestão pública e os impactos das decisões políticas na sociedade. Sua atuação reúne leitura de cenário, acesso a lideranças, experiência diante das câmeras e capacidade de transformar temas complexos em conteúdos relevantes, diretos e capazes de influenciar o debate público.
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