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UBS BB eleva Usiminas para compra após avanço de medidas protecionistas

UBS BB eleva Usiminas para compra após avanço de medidas protecionistas
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O UBS BB elevou a recomendação da Usiminas para compra após avaliar o cenário do setor siderúrgico. A decisão foi influenciada pelo avanço de medidas de proteção comercial, como as de combate ao dumping. Às 10h47 desta terça-feira (17), as ações USIM5 registravam alta de 6,78%, a R$ 6,93.

O preço-alvo da Usiminas foi ajustado de R$ 6,80 para R$ 9,00. O cálculo considera um múltiplo EV/Ebitda de 4,7 vezes para 2026.

Minério de ferro

O minério de ferro de referência para abril na Bolsa de Cingapura avançava 1,26%, a US$ 108,85 por tonelada.

Estimativas do banco

O banco estima que a margem Ebitda do aço pode alcançar entre 13% e 15% nos próximos anos, até 2027, ante cerca de 6% em 2025. O mercado atualmente precifica margens próximas de 9%.

O UBS BB espera uma redução nas importações chinesas de aço plano no Brasil, abrindo espaço para produtores locais. A Usiminas pode capturar parte desse volume, com um crescimento estimado de cerca de 10% nos embarques.

Esse aumento de escala pode gerar diluição de custos fixos e redução de 2% a 3% no custo por tonelada.

Gerdau

A Gerdau teve a recomendação de compra mantida, com preço-alvo ligeiramente reduzido de R$ 25 para R$ 24. O UBS BB destaca o desempenho da operação na América do Norte, que corresponde a cerca de 70% do Ebitda da companhia.

A expectativa é que as margens Ebitda da divisão norte-americana atinjam cerca de 25% no primeiro semestre de 2026, apoiadas por aumentos de preços já implementados. O UBS BB projeta margens próximas de 23% para 2026.

A operação brasileira segue com desafios, especialmente no segmento de aços longos. As margens devem permanecer abaixo de 10% por mais alguns trimestres. O banco prevê potenciais gatilhos positivos a partir do segundo semestre de 2026 e, principalmente, em 2027, com a entrada em operação da mina de Miguel Burnier e possíveis avanços em medidas antidumping para bobinas a quente.

Protecionismo

O setor foi pressionado pelo aumento das importações, principalmente da China, que chegaram a cerca de 6,4 milhões de toneladas em 2025, quase três vezes acima de 2019. O UBS BB vê maior capacidade do Brasil de proteger sua indústria, com medidas antidumping que cobrem cerca de 40% das importações, com potencial de expansão.

O banco estima potencial de aumento de cerca de 10% nos preços dos produtos afetados, com altas próximas de US$ 100 por tonelada, principalmente em aço laminado a frio e galvanizado. Produtores e distribuidores já começaram a elevar preços nesse patamar.

O banco prevê desempenho mais fraco para aços longos, devido à menor proteção e maior competição interna.

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