Universidades chinesas avançam em rankings globais, enquanto EUA perdem espaço

Universidades chinesas demonstram crescimento expressivo em rankings globais de pesquisa, com destaque para a Zhejiang University, enquanto instituições dos Estados Unidos, como Harvard, perdem posições. A mudança evidencia uma transformação no cenário acadêmico internacional, impulsionada por investimentos e estratégias da China.
Essa reconfiguração ocorre em meio a cortes nos investimentos em pesquisa por parte do governo americano, que dependem fortemente de recursos federais. Embora a queda das universidades dos EUA não tenha sido iniciada pelas políticas do ex-presidente Trump, elas podem acelerar essa tendência. A China, por sua vez, tem investido bilhões de dólares em suas universidades e implementado medidas para atrair pesquisadores estrangeiros. Em 2024, o presidente Xi Jinping destacou a importância do domínio científico para o poder global.
No Leiden Ranking, que avalia a produção científica, a Zhejiang University lidera, seguida por outras sete universidades chinesas no top 10. Harvard, apesar de produzir mais pesquisa do que há duas décadas, caiu para a terceira posição. Em outros rankings, como o University Ranking by Academic Performance e o Nature Index, instituições chinesas também ocupam posições de destaque. Essa ascensão tem sido celebrada pela mídia estatal chinesa.
Enquanto a China investe em áreas como química e ciências ambientais, EUA e Europa ainda lideram em biologia e ciências médicas. Líderes universitários nos Estados Unidos alertam que a redução de verbas federais para pesquisa pode ter efeitos devastadores. Em agosto de 2025, o número de estudantes estrangeiros nos EUA foi 19% menor que no ano anterior, o que pode prejudicar ainda mais a posição do país nos rankings.
A situação de Harvard e outras universidades americanas é agravada por cortes de verbas e restrições de viagem. Um juiz federal determinou que o governo volte a financiar Harvard, mas o governo sinalizou que pretende restringir as futuras concessões. A redução de financiamento e bolsas pode afetar a produção científica e o desempenho das universidades nos rankings futuros.
O cenário atual indica uma mudança na liderança global da pesquisa, com a China ganhando terreno e os Estados Unidos enfrentando desafios significativos na manutenção de sua posição.
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