IA resolve problemas matemáticos, mas debate sobre sua capacidade de gerar novas ideias continua

Em janeiro de 2026, uma startup de inteligência artificial chamada Harmonic afirmou que seu sistema, Aristotle, resolveu um problema matemático proposto por Paul Erdős, com a ajuda do GPT-5.2 Pro, tecnologia da OpenAI.
A resolução do problema de Erdős gerou debates sobre a capacidade da IA de realizar pesquisas acadêmicas. Alguns especialistas apontaram que a solução gerada pela IA não era significativamente diferente de trabalhos anteriores realizados por matemáticos humanos.
Debate sobre a originalidade da IA
Terence Tao, professor da UCLA, comparou o sistema a um estudante que decorou informações, mas sem compreensão profunda. A discussão sobre o que o sistema da Harmonic realizou levanta questões sobre o avanço da IA e sua capacidade de gerar novas ideias.
Sistemas de IA conseguem analisar e armazenar grande quantidade de informação, oferecendo dados que especialistas podem não ter acesso. Derya Unutmaz, professor do Jackson Laboratory, relatou que sistemas de IA sugeriram hipóteses e experimentos não considerados anteriormente por ele e seus colegas.
Kevin Weil, vice-presidente da OpenAI, divulgou nas redes sociais que o GPT-5 havia solucionado diversos problemas de Erdős. Matemáticos e pesquisadores de IA notaram que o sistema identificou soluções existentes em artigos acadêmicos.
Thomas Bloom, matemático da Universidade de Manchester, mencionou que a IA encontrou artigos em alemão que ele não teria encontrado sozinho. Atualmente, os principais sistemas de IA são redes neurais que identificam padrões em textos e imagens, aprendendo a gerar esse tipo de material.
Aprendizado por reforço
Empresas como OpenAI e Google começaram a aprimorar seus sistemas com aprendizado por reforço. Esse processo permite que o sistema de IA aprenda comportamentos por tentativas e erros.
Kevin Barreto e Liam Price, matemáticos britânicos, usaram o GPT-5 para resolver um problema. Em seguida, utilizaram o Aristotle para verificar a solução. Bloom afirmou que a IA demonstrou a capacidade de realizar pesquisa acadêmica, mesmo que não seja de alto nível.
Tao observou que a solução se baseou em métodos já conhecidos. Bloom afirmou que ainda não viu evidências de que a IA pode gerar ideias originais. Unutmaz compara a interação com a IA a uma conversa com um colega experiente, mas ressalta a necessidade de um pesquisador para guiar e interpretar os resultados.
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