O futuro do futebol não é só talento é decisão: e a IA já está jogando esse jogo
TacticAI da Google DeepMind transforma análise tática no futebol, prevendo movimentos e auxiliando técnicos.

A IA chegou ao futebol e não é para substituir técnicos, é para pensar o jogo com eles
Se você acha que inteligência artificial no futebol é só estatística pós-jogo está olhando para o lugar errado.
A Google DeepMind desenvolveu uma ferramenta que pode mudar a forma como o jogo é analisado antes mesmo da bola rolar: o TacticAI.
E não, não estamos falando de um software comum de análise.
Estamos falando de um sistema que começa a prever o que vai acontecer dentro de campo.
O futebol entrou na era da antecipação
O TacticAI funciona como um “assistente invisível” para comissões técnicas.
Ele analisa posicionamento dos jogadores, comportamento coletivo e padrões de jogo para responder uma pergunta simples:
o que provavelmente vai acontecer nos próximos segundos?
A IA consegue simular cenários com até 8 segundos de antecedência.
Pode parecer pouco.
Mas no futebol, 8 segundos são a diferença entre um gol e uma oportunidade perdida.
O detalhe que muda tudo: bolas paradas
Se tem um momento onde o jogo é mais previsível e ao mesmo tempo decisivo é nas bolas paradas.
Escanteios.
Faltas laterais.
Cruzamentos.
É exatamente aí que o TacticAI foca.
Ele analisa milhares de situações reais e sugere ajustes como:
onde posicionar cada jogador
quem deve marcar quem
quais movimentos aumentam chance de finalização
como bloquear ataques adversários
Ou seja:
a IA não joga.
Mas ajuda a aumentar drasticamente a probabilidade de sucesso.
Não é só tecnologia. É uma nova forma de enxergar o jogo
O ponto mais interessante não é a previsão.
É como a IA enxerga o jogo.
O sistema usa algo chamado redes neurais em grafos (GNNs).
Traduzindo:
cada jogador vira um “nó”
cada interação vira uma conexão
o time vira um sistema vivo
A IA não analisa só o indivíduo.
Ela entende o coletivo.
Ela aprende padrões invisíveis ao olho humano.
E o técnico? Fica para trás?
Aqui está o ponto que muita gente erra.
O TacticAI não substitui o treinador.
Ele potencializa.
O conhecimento tático continua sendo humano.
Mas agora ele é apoiado por:
simulação de cenários
análise em escala massiva
identificação de padrões ocultos
É como se o técnico tivesse acesso a milhares de jogos… ao mesmo tempo.
O que isso tem a ver com negócios?
Muito mais do que parece.
O que está acontecendo no futebol é o mesmo movimento que já está acontecendo nas empresas:
decisões baseadas em dados
simulação antes da execução
redução de incerteza
aumento de precisão
O jogo mudou.
E não só dentro de campo.
O futuro não é quem joga melhor. É quem decide melhor
Durante anos, o futebol foi dominado por talento, treino e intuição.
Agora, entra um novo elemento:
inteligência aumentada.
E isso não significa robotizar o esporte.
Significa elevar o nível do jogo.
Porque no fim das contas…
não vence apenas quem tem os melhores jogadores.
Vence quem entende melhor o jogo.
E a inteligência artificial acabou de entrar nesse jogo.
Sobre o autor

136 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

A IA vai substituir os arquitetos?
A inteligência artificial está transformando a arquitetura, mas não deve substituir os profissionais. O verdadeiro diferencial passa a ser a capacidade de interpretar pessoas, criar identidade e tomar decisões que vão além das imagens geradas por máquinas

O elemento mais ignorado da casa acaba de virar tendência
As cortinas estão deixando de ser apenas um elemento funcional para assumir um papel de destaque nos interiores. Inspiradas por lançamentos apresentados durante o 3daysofdesign, elas ganham textura, cor, volume e presença, funcionando quase como esculturas têxteis. Em um momento em que o design busca mais emoção e identidade, as janelas passam a vestir os ambientes de forma protagonista, questionando a ideia de que as cortinas devem ser neutras e invisíveis.

O METAL é a nova madeira da arquitetura?
Dos pavilhões de Milão aos espaços de Copenhague e Chicago, o metal apareceu como uma das principais tendências de 2026. Mais sensorial, sofisticado e cheio de personalidade, o material deixa de ser apenas estrutural para se tornar protagonista dos interiores contemporâneos.

