Westwing busca estabilidade e crescimento cauteloso
Westwing transforma estratégia para evitar crises e planeja crescimento cauteloso a partir de 2027.

A Westwing (WEST3), empresa especializada em decoração e móveis, está em meio a uma transformação estratégica para evitar o destino de outras varejistas que recorreram à recuperação judicial, como a Tok&Stok. A empresa está focada em reduzir custos, otimizar estoques e aumentar a participação de produtos de marca própria, além de preservar seu caixa para fomentar o crescimento.
André Machado, CEO da Westwing, destacou que a companhia não possui dívidas bancárias ou tributárias, encerrando o segundo trimestre com R$ 108,4 milhões em caixa. A estratégia atual da Westwing começou após o IPO em 2021, que levantou R$ 1,16 bilhão, dos quais R$ 430 milhões foram destinados à expansão. Desde então, a empresa consumiu R$ 300 milhões desse montante, levando a uma mudança de abordagem.
Machado, que assumiu a liderança da empresa em 2022, enfatiza a importância de reestruturar o negócio com foco em marca própria, produtos de qualidade e uma experiência superior ao consumidor. A Westwing alterou seu modelo de negócios, reduzindo campanhas diárias e focando em um portfólio fixo, o que permitiu uma redução de 30% no quadro de funcionários.
Apesar de registrar um prejuízo líquido de R$ 10,76 milhões e um Ebitda negativo de R$ 7 milhões no segundo trimestre, a empresa gerou um caixa líquido de R$ 1,3 milhão nos 12 meses até junho de 2026. Machado destaca que a recuperação é gradual e envolve uma gestão eficiente do capital de giro, reduzindo o tempo de cobertura de estoque e aumentando o uso do Pix nas vendas.
A Westwing também aposta na expansão da marca própria, a Westwing Collection, que já representa 45% das vendas totais. A meta é atingir 85% das vendas com produtos próprios, um desafio que Machado reconhece, especialmente na categoria de cozinha, que atualmente tem apenas 4% de produtos próprios.
Para o futuro, a empresa planeja um crescimento cauteloso a partir de 2027, com foco em canais B2B, marketplace e pequenas lojas físicas. A Westwing pretende utilizar a infraestrutura logística de parceiros como Mercado Livre, Amazon e Magalu para expandir sua presença.
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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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