Cunhado de Vorcaro investiu R$ 48,5 milhões em empresa investigada, revela CPI

Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, realizou um aporte de R$ 48,5 milhões na empresa Super Empreendimentos. A informação consta em documentos entregues à CPI do Crime Organizado e foi divulgada pelo G1.
O investimento foi registrado como adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC) na declaração de Imposto de Renda de 2022. Esse mecanismo permite a transferência de recursos sem a incidência imediata de tributos como o IOF.
Super Empreendimentos
A Super Empreendimentos é apontada pela Polícia Federal como parte de um esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A empresa teria sido usada para dar suporte financeiro a uma organização ligada a Vorcaro, segundo a Polícia Federal.
Registros da Junta Comercial de São Paulo indicam que Zettel atuou como diretor da empresa entre 2021 e 2024.
Patrimônio e movimentações
O patrimônio declarado de Zettel aumentou de R$ 67,4 milhões para R$ 189,7 milhões em um ano. Ele concentrou investimentos em imóveis e participações societárias. Em 2022, Zettel também registrou a aquisição de cerca de R$ 15 milhões em relógios e joias.
No mesmo período, Zettel informou receita de R$ 139 milhões provenientes de lucros em seu escritório de advocacia e declarou doações eleitorais de R$ 5 milhões para campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A Super Empreendimentos aparece nas apurações como uma das estruturas utilizadas pelo grupo investigado para movimentação de recursos.
Sobre o autor
Mais matérias de EmpreendaNews
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

Usina em Blumenau deve controlar poluição ou se mudar
Usina de asfalto em Blumenau deve controlar poluição ou mudar de local, decide TJSC.

Polícia investiga morte de empresário em Indaial
Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do empresário Fabio Tomelin, ocorrida nesta terça-feira em Indaial.

Presidentes de conselhos recebem três vezes mais que conselheiros
Presidentes de conselhos no Brasil ganham três vezes mais que conselheiros, segundo a Spencer Stuart.

