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InovaçãoFlorianópolis

Deeptech catarinense aposta em IA para decisões

Grand Thera aposta na IA para decisões críticas, mudando o foco da geração de conteúdo para execução.

Deeptech catarinense aposta em IA para decisõesReprodução/Valor Empresas
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Após o auge da IA generativa, que revelou que 95% dos projetos corporativos não trouxeram retorno, o foco do mercado de inteligência artificial está mudando da geração de conteúdo para a tomada de decisões. De acordo com o Valor Empresas, a Grand Thera, uma deeptech sediada em Florianópolis, busca liderar essa nova categoria no Brasil.

Os sócios Darlan Lueders, Fernando Negrini e Hugo Dias estão investindo em uma abordagem chamada Decision-Grade AI, que visa auxiliar empresas em decisões críticas. Segundo um estudo do MIT, a maioria dos investimentos em IA gerou mais ferramentas de produção de texto e imagem do que sistemas que realmente ajudam nas decisões empresariais.

Com a decisão da OpenAI de investir bilhões para integrar seus modelos às operações empresariais, o mercado está se voltando para execução e decisão. A Grand Thera está desenvolvendo uma inteligência artificial focada em ambientes onde erros são caros, como bancos e indústrias pesadas.

Fernando Negrini, CEO da Grand Thera, destaca: "O problema das empresas não é falta de IA, é falta de direção". A empresa já tem contratos de R$1,2 milhão e está expandindo sua atuação no Brasil e nos Estados Unidos.

A Grand Thera diferencia-se ao usar matemática e computação no núcleo de suas soluções, evitando a "caixa-preta" dos sistemas não auditáveis. A empresa também garante que seus sistemas rodem na infraestrutura do cliente, preservando a confidencialidade dos dados.

O mercado global de Enterprise AI está em expansão, com projeções de alcançar centenas de bilhões de dólares. No entanto, no Brasil, ainda não há um líder claro nesse segmento, e a Grand Thera busca preencher essa lacuna.

Negrini acredita que o futuro da IA corporativa está na capacidade de apontar a melhor decisão, e não apenas gerar conteúdo. "O próximo ciclo da IA corporativa não vai ser vencido por quem gera o texto mais convincente, e sim por quem aponta a melhor decisão", afirma ele.

Com informações de Valor Empresas.

Florianópolis#tecnologia#inovação#empresas#inteligência artificial
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Sobre o autor

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Farmacêutico Bioquímico formado na Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), pós graduado em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Dom Cabral (FDC). Atual CFO do grupo ALLOYBR. Atual presidente do Rotary Club de Blumenau-Norte gestão 2025-2026.

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