Dólar recua com relatório de empregos dos EUA
Dólar recua após relatório de empregos dos EUA indicar criação de vagas abaixo do esperado.
Reprodução/Folha MercadoO dólar iniciou a quinta-feira (2) em queda, acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana frente a diversas divisas internacionais. Segundo matéria publicada pela Folha Mercado, a reação dos investidores ao relatório de empregos dos EUA, que registrou a criação de 57 mil vagas em junho, influenciou esse movimento. Às 9h14, o dólar caía 0,15%, cotado a R$ 5,2025.
Na quarta-feira, a moeda fechou em alta de 0,89%, a R$ 5,209, enquanto a Bolsa caiu 0,19%, a 171.688 pontos. O cenário foi impactado pelas sanções dos Estados Unidos contra suspeitos de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e pela expectativa de aumento dos juros pelo Fed (Federal Reserve).
O governo Trump anunciou sanções a dois brasileiros e empresas suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC, o que elevou a percepção de risco sobre ativos brasileiros. Andrea Damico, economista-chefe da Buysidebrazil, afirmou que a notícia "afetou o dólar e tudo foi junto". Entretanto, Gustavo Okuyama, da Porto Asset, acredita que as sanções podem gerar ruído apenas se nomes relevantes forem envolvidos.
Márcio Riauba, da StoneX Banco de Câmbio, considera que as sanções não são um gatilho relevante para sustentar a alta do dólar ou adicionar estresse ao mercado. Ele sugere que apenas sanções secundárias ou conflitos diplomáticos poderiam impactar significativamente o câmbio.
No cenário político, uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou o presidente Lula à frente de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, o que pressiona os ativos. Lula tem 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio.
Além disso, as falas de Kevin Warsh, novo presidente do Fed, durante o fórum do BCE em Portugal, reforçaram a postura combativa do banco central norte-americano em relação à inflação. O mercado aguarda agora o payroll, previsto para quinta-feira (2).
Rebecca Nossig, analista da Nomad, apontou que a expectativa de alta nos Fed Funds afeta negativamente os mercados emergentes, reduzindo o fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira e contribuindo para a valorização do dólar.
Com informações de Folha Mercado.
Sobre o autor

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Farmacêutico Bioquímico formado na Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), pós graduado em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Dom Cabral (FDC). Atual CFO do grupo ALLOYBR. Atual presidente do Rotary Club de Blumenau-Norte gestão 2025-2026.
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