PF investiga esquema de lavagem de dinheiro de R$ 500 milhões com Grupo Fictor e CV

A Polícia Federal identificou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro que envolveria o Grupo Fictor e células do Comando Vermelho (CV). A Operação Fallax, deflagrada em 25 de março de 2026, investiga fraudes com potencial para ultrapassar R$ 500 milhões.
As investigações apontam que o esquema combinava empresas de fachada, movimentações financeiras simuladas e a participação de funcionários de instituições bancárias, segundo informações do G1.
A Operação Fallax
Foram expedidos 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão. Entre os presos estão dois gerentes da Caixa Econômica Federal e uma ex-gerente do Banco do Brasil.
A PF informou que o grupo operava um sistema com divisão de funções e padronização das fraudes. Empresas eram criadas com dados de terceiros, contabilidade manipulada e histórico financeiro artificial.
A investigação aponta que o Grupo Fictor atuava como núcleo financeiro do esquema, auxiliando em fluxos de caixa artificiais. Integrantes do Comando Vermelho teriam usado o mecanismo para lavar dinheiro oriundo do tráfico.
Os valores eram direcionados para a aquisição de bens de alto valor e criptoativos. A PF descreveu o esquema como um “ecossistema criminoso” que conecta operadores financeiros, empresários e facções.
Funcionários de bancos inseriam dados falsos em sistemas internos para facilitar a liberação de crédito. As empresas eram mantidas ativas por um período limitado, movimentando grandes volumes de recursos e acumulando crédito antes de serem abandonadas.
Bancos como Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra registraram perdas com o esquema. A Justiça determinou o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas.
O CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, foi alvo de mandados de busca em São Paulo. As investigações tiveram início em 2024. Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro.
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